Associação Brasileira de Recursos Hídricos
Facebook
Linkedin
Twitter
SISTEMA DE REVISÃO: SUBMETA SEU ARTIGO
   
Login / Cadastre-se
 

XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

24 a 28 de novembro de 2019 - Foz do Iguaçu – PR

SESSÕES TÉCNICAS ESPECIAIS

Estudos hidrológicos em escala regional, nacional e continental

Organizadores: Rodrigo Paiva, Walter Collischonn, Pedro Chaffe
Mais detalhes

Cheias no Brasil: Processos, Estimativa, Análise de Risco e Incertezas

Organizadores: Pedro Luiz Borges Chaffe, Roberto Fabris Goerl, Daniel Bartiko, Walter Collischonn
Mais detalhes

Sensoriamento remoto da água: perspectivas para a nova era de disponibilidade de informação

Organizadores: Rodrigo Paiva e Anderson Ruhoff
Mais detalhes

Ecohidrologia: avanços, perspectivas e desafios sobre as interações entre a água e os ecossistemas brasileiros

Organizadores:  Jamil Alexandre Ayach Anache, Pedro Chaffe, Masato Kobiyama, Paulo Tarso Oliveira e Edson Wendland
Mais detalhes

Modelos hidrológicos como hipóteses sobre o funcionamento das bacias hidrográficas

Organizadores: Debora Yumi de Oliveira e Pedro Luiz Borges Chaffe
Mais detalhes

Modelagem Hidrossedimentológica

Organizadores: Diogo Buarque
Mais detalhes

Previsão Hidrológica

Organizador: Fernando Mainardi Fan
Mais detalhes

Impactos de mudanças climáticas nos recursos hídricos do Brasil

Organizadores: Walter Collischonn e Carlos de Oliveira Galvão
Mais detalhes

Variabilidade, Tendências e Previsibilidade Hidroclimática

Organizadores: Lígia Maria Nascimento de Araujo, Maria Gertrudes Justi, Otto Corrêa Rotunno Filho
Mais detalhes

Uso de projeções climáticas em estudos de impacto hidrológico e Serviços Climáticos

Organizadores: Pablo Borges; Fernando Mainardi Fan; Pedro Luiz Borges Chaffe.
Mais detalhes

Desastres

Organizadores: Gean Paulo Michel e Masato Kobiyama
Mais detalhes

Operação de reservatórios e sistemas de reservatórios

Organizadores: Walter Collischonn e Anderson Araújo
Mais detalhes

Ensino em Recursos Hídricos no Brasil

Organizadores: Masato Kobiyama; Fernando Mainardi Fan; Pedro Luiz Borges Chaffe.
Mais detalhes

NEXUS Água-Alimento-Energia: novas perspectivas e abordagens na hidrologia

Organizadores: Paulo Tarso Sanches de Oliveira; Antonio A. Meira Neto; Dulce Buchala Bicca Rodrigues; Davi de Carvalho Diniz Melo; Murilo Cesar Lucas
Mais detalhes

O Presente e o Futuro da Hidreletricidade no Brasil

Organizador: Daniel Henrique Marco Detzel
Mais detalhes

Mecânica dos Fluidos Ambiental: Monitoramento e Modelagem em Reservatórios e Ambientes Costeiros, Hidráulica Ambiental e Limnologia Física

Organizadores: Michael Mannich, Tobias Bleninger, José Rodolfo Scarati Martins
Mais detalhes

Instrumentos Econômicos de Gestão: Da teoria à prática

Organizadores: Guilherme F. Marques, Rosa Formiga Johnsson, Conceição de Maria Alves e Jaildo Ribeiro
Mais detalhes

 




Promoção

Patrocínio - Cota Platina

Patrocínio - Cota Estanho

 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE RECURSOS HÍDRICOS

Onde Estamos
Av. Bento Gonçalves, 9500 - Caixa Postal 15029 - CEP 91501-970 Porto Alegre - RS

Nossos Contatos
Fone: (51) 3493 2233 / 3308 6652 - Fax: (51) 3493 2233 - E-mail: abrh@abrh.org.br

 

Sessão Técnica Especial: Estudos hidrológicos em escala regional, nacional e continental
Organizadores: Rodrigo Paiva, Walter Collischonn, Pedro Chaffe
Descrição: Questões relacionadas ao aproveitamento e a gestão de recursos hídricos e desastres naturais transcendem as fronteiras de bacias hidrográficas. Desastres naturais como grandes secas e inundações atuam em escala local a regional. O nexo água-energia-alimentos se desenvolve em escala nacional com expansão agrícola e irrigação em grandes áreas e um sistema de múltiplos reservatórios hidrelétricos interligado nacionalmente. Impactos de mudanças climáticas e da cobertura da terra atuam em múltiplas escalas. Além disso, muitas das maiores bacias hidrográficas do mundo (e.g. Amazonas, Paraná) se encontram na América do Sul, e são compartilhadas pelo Brasil e países vizinhos.  Da mesma forma, o desenvolvimento de grandes sistemas de transposição de bacias resulta na integração de regiões distantes entre si, que hoje devem ser consideradas como partes de um único sistema.
Neste sentido, a visão integrada destas questões exige análises hidrológicas e de recursos hídricos nas escalas local, regional, nacional, continental e global, podendo ser impulsionadas pela crescente disponibilidade de dados devido aos avanços recentes de sistemas de modelagem hidrológica e hidráulica, novos sensores remotos e melhores capacidades de interpretação e análise estatística de grande volume de dados.
Esta sessão será uma oportunidade para reunir cientistas, hidrólogos, engenheiros e demais profissionais interessados em estudos hidrológicos e de recursos hídricos nas escalas regional, nacional e continental.
As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:

Sessão Técnica Especial: Cheias no Brasil: Processos, Estimativa, Análise de Risco e Incertezas
Organizadores: Pedro Luiz Borges Chaffe, Roberto Fabris Goerl, Daniel Bartiko, Walter Collischonn
Descrição: Perdas de vida e perdas monetárias relacionadas a cheias e inundações têm aumentado significativamente nas últimas décadas no mundo inteiro. As dinâmicas das cheias são controladas por aspectos atmosféricos, das bacias hidrográficas, do sistema de drenagem além das interações com a sociedade em geral. No entanto, muitos desses mecanismos que controlam as cheias e suas interações ainda não são devidamente entendidos. O objetivo desta sessão é analisar os principais processos que governam as cheias no Brasil, incluindo padrões espaciais e temporais das mesmas em diversas escalas. Alguns aspectos a serem discutidos são:

Essa sessão busca trabalhos que envolvam tanto aspectos metodológicos gerais quanto estudos de casos de cheias em diferentes regiões do Brasil e que cubram diversas escalas. As contribuições deveriam idealmente discutir os desafios e os benefícios das metodologias para a identificação e caracterização das cheias no Brasil.

Sessão Técnica Especial: Sensoriamento remoto da água: perspectivas para a nova era de disponibilidade de informação
Organizadores: Rodrigo Paiva e Anderson Ruhoff
Descrição: Recentes avanços na observação do sistema terrestre por sensoriamento remoto têm permitido o melhor monitoramento do ciclo hidrológico terrestre de maneira contínua e detalhada, principalmente em áreas com limitação de dados observados in situ. Essa evolução tecnológica ocorrida no final do século XX permitiu estimar, a partir de múltiplas plataformas e sistemas sensores, os processos de precipitação, evapotranspiração, umidade do solo, variações no armazenamento de água terrestre, hidrodinâmica de corpos hídricos e propriedades das águas superficiais em diferentes escalas espaciais e temporais. Com os novos sistemas sensores, técnicas e produtos desenvolvidos, uma mudança de paradigma está em andamento, onde em escala global basicamente todos os rios e bacias possuem pelo menos algum tipo de observação. Em complementação a observações in situ e modelos hidrológicos, existe um grande potencial para aumentar a informação sobre os recursos hídricos nacionais. Essas oportunidades trazem novos desafios a comunidade de recursos hídricos, sendo necessário pesquisar sobre novas aplicações, métodos para trabalhar com grandes bases de dados e suas incertezas, uso operacional, e formação acadêmica sincronizada com o uso dessas novas tecnologias.
Essa sessão será uma oportunidade para reunir cientistas, hidrólogos, engenheiros e demais profissionais interessados no uso de técnicas de sensoriamento remoto para a observação do ciclo hidrológico e aplicações em gestão de recursos hídricos.
As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:

Sessão Técnica Especial: Ecohidrologia: avanços, perspectivas e desafios sobre as interações entre a água e os ecossistemas brasileiros
Organizador:  Jamil Alexandre Ayach Anache
Descrição: Esta sessão temática tem como objetivo discutir num ambiente interdisciplinar as interações que ocorrem nos diferentes ecossistemas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal) e o ciclo hidrológico. São bem vindos trabalhos que apresentem pesquisas em ecossistemas terrestres ou aquáticos que explicitem a relação entre os ecossistemas e os processos hidrológicos; e que abordem aspectos físicos, ecológicos, biológicos, biogeoquímicos, geomorfológicos, matemáticos e metodológicos (instrumentação, modelagem, técnicas e/ou monitoramento).

Sessão Técnica Especial: Modelos hidrológicos como hipóteses sobre o funcionamento das bacias hidrográficas
Organizadores: Debora Yumi de Oliveira e Pedro Luiz Borges Chaffe
Descrição: Os modelos hidrológicos são ferramentas que nos permitem testar hipóteses sobre o funcionamento de uma bacia hidrográfica. Na modelagem hidrológica, o objetivo é identificar os principais controles que governam a resposta de uma bacia, permitindo que seja feita a transferência deste conhecimento no tempo e/ou no espaço. A investigação da correspondência entre os processos dominantes com as características das bacias (comportamento hidrológico, topografia, geologia, solo e uso da terra) e as condições climáticas nas quais se encontram pode
auxiliar no avanço do entendimento de como funciona o armazenamento e movimento da água nas bacias hidrográficas.
De maneira geral, duas abordagens principais são utilizadas na modelagem hidrológica: (1) consideração de um modelo complexo o suficiente capaz de  representar diferentes bacias hidrográficas; e (2) comparação entre vários modelos hidrológicos com posterior seleção do mais adequado para representar a bacia em estudo.
As duas abordagens permitem que sejam identificados os processos dominantes atuantes em uma bacia, seja pela análise de sensibilidade em (1), com a verificação dos parâmetros e, portanto, dos processos correspondentes que possuem maior influência no resultado do modelo, ou pela identificação das formulações presentes em (2) que resultam em um melhor ajuste da série observada à série simulada. Para que os processos dominantes em uma bacia hidrográfica sejam corretamente identificados por meio da modelagem hidrológica, é necessário assegurar que bons resultados sejam obtidos pelos motivos certos (“Getting the right answers for the right reasons” – Kirchner, 2006). Para isso, os modelos devem ser adequadamente calibrados, buscando-se evitar a compensação de erros na calibração, e rigorosamente testados, com a verificação de que as formulações presentes nos modelos estão representando adequadamente os processos que visam representar. Além disso, é de fundamental importância que as incertezas envolvidas no processo de modelagem sejam quantificadas, sendo reconhecidas as limitações das conclusões sobre os resultados das simulações. Essa sessão busca reunir trabalhos que envolvam avanços no entendimento do funcionamento das bacias hidrográficas a partir da modelagem hidrológica. As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:
- Modelagem hidrológica de uma bacia e avaliação crítica dos resultados obtidos;
- Identificação dos processos dominantes em uma bacia a partir de análise de sensibilidade do modelo;
- Identificação dos processos dominantes em uma bacia a partir da comparação de diferentes modelos hidrológicos;
- Investigação da relação entre os processos dominantes e as características das bacias hidrográficas;
- Quantificação das incertezas envolvidas no processo de modelagem e discussão sobre como estas incertezas podem limitar a identificação dos processos dominantes em uma bacia hidrográfica;
- Desenvolvimento e aprimoramento de modelos hidrológicos utilizando novos tipos de dados, novos métodos de análise dos dados hidrológicos e novos métodos de modelagem hidrológica;
- Calibração e/ou avaliação da fidelidade do modelo à realidade utilizando diferentes
métricas do comportamento hidrológico da bacia;
- Calibração e/ou avaliação da fidelidade do modelo à realidade utilizando outras fontes de dados além de vazão;
- Investigação de problemas na formulação dos modelos diante de novas fontes de dados;
- Identificação dos processos hidrológicos dominantes em diferentes escalas espaciais e temporais.

Sessão Técnica Especial: Modelagem Hidrossedimentológica
Organizadores: Diogo Buarque
Descrição: O ciclo hidrossedimentológico pode ser resumido como a transferência dos sedimentos através dos compartimentos da esfera terrestre. Exemplos de problemas relacionados com o ciclo hidrossedimentológico são: perda de solos férteis, escorregamentos de encostas, assoreamento de cursos de água, dificuldades no tratamento da água, problemas ecológicos aquáticos, e assoreamento de reservatórios.
Para lidar com estas questões uma das principais ferramentas é o monitoramento para a obtenção de dados primários. Complementando o monitoramento, as técnicas e modelos matemáticos computacionais permitem fazer o melhor uso possível dos dados para compreender a realidade estudada, incluindo questões como produção de sedimentos, taxas de transporte e importância da propagação fluvial.
A modelagem é útil para ampliar o aproveitamento dos dados observados, os quais geralmente são muito escassos em hidrossedimentologia. Um modelo hidrossedimentológico calibrado para uma bacia hidrográfica permite fazer inferências sobre o passado, o presente e o futuro da sua dinâmica de sedimentos. Por este motivo esta sessão tem como objetivo reunir interessados na temática de desenvolvimento e aplicação de modelos matemáticos hidrossedimentológicos.
As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:
- Desenvolvimento de modelos hidrossedimentológicos;
- Aplicação e validação de modelos hidrossedimentológicos;
- Estudo da dinâmica e conectividade dos sedimentos através de modelos;
- Quantificação dos fluxos de erosão e sedimentação no espaço e no tempo.
A sessão busca trabalhos que envolvam tanto aspectos metodológicos gerais quanto estudos de casos. Estudos de caso com diferentes aplicações, escalas espaço-temporais, regimes hidrológicos e climáticos, são bem-vindos.

Sessão Técnica Especial: Previsão Hidrológica
Organizador: Fernando Mainardi Fan
Descrição: A antecipação da condição de vazão em rios é muito valiosa para a mitigação de impactos negativos de eventos hidrológicos, pois permite a emissão de alertas, tomada de decisão na operação de obras hidráulicas, execução de planos de reposta a emergências, otimização do uso de recursos hídricos, entre outras preparações.
Para prover previsões de vazão de boa qualidade e em tempo apropriado é necessário prever corretamente o comportamento de um sistema natural complexo, modificado por ações humanas, que é uma bacia hidrográfica. Além disso, as previsões de vazões devem ser feitas utilizando informações incompletas e incertas de variáveis meteorológicas e hidrológicas.
Esta sessão será uma oportunidade para reunir cientistas, hidrólogos, meteorologistas, e demais profissionais interessados em explorar o uso de técnicas de previsão hidrológica ou hidrometeorológica e suas aplicações. São bem-vindos todos os tipos de aplicações de técnicas e estudos de caso.
As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:
- Desenvolvimento de modelos e sistemas de previsão;
- Avaliação do desempenho e qualidade de previsões;
- Investigação em previsão por conjunto (ensemble);
- Técnicas para melhorar a aptidão dos sistemas de previsão;
- Estratégias para equilibrar o conhecimento humano e a automação em sistemas de previsão;
A sessão busca trabalhos que envolvam tanto aspectos metodológicos gerais quanto estudos de casos. Estudos de caso com diferentes usuários, escalas espaço-temporais, intervalos de previsão, regimes hidrológicos e meteorológicos são bem-vindos.
Atenta-se ao fato que previsões ou projeções climáticas (como de mudanças climáticas) não são o principal interesse desta sessão.

Sessão Técnica Especial: Impactos de mudanças climáticas nos recursos hídricos do Brasil
Organizadores: Walter Collischonn e Carlos de Oliveira Galvão
Descrição: Esta sessão será uma oportunidade para reunir gestores de água, cientistas, hidrólogos, meteorologistas, e demais profissionais interessados em avaliar os impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos no Brasil.
As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:

Sessão Técnica Especial: Variabilidade, Tendências e Previsibilidade Hidroclimática
Organizadores: Lígia Maria Nascimento de Araujo, Maria Gertrudes Justi, Otto Corrêa Rotunno Filho
Descrição:  Esta seção visa a discussão sobre variabilidade, tendências e previsibilidade climática, com estudos de séries temporais de temperatura, evapotranspiração e precipitação. As contribuições esperadas abrangem os seguintes tópicos:
1. Análise da variabilidade interanual de precipitações;
2. Consideração de dados históricos e paleoclimáticos na investigação de ciclos e
tendências de precipitação e/ou temperatura;
3. Influência da variação de temperatura da superfície do mar, expressa por
índices como El Niño Oscilação Sul (ENOS) e outros (OMA, ODP), na
precipitação sobre diferentes regiões do Brasil e sua consideração na previsão
sazonal de estiagem ou chuvas intensas;
4. Respostas da evapotranspiração potencial em cenários de mudanças
climáticas.

Seção Técnica Especial: Uso de projeções climáticas em estudos de impacto hidrológico e Serviços Climáticos
Organizadores: Pablo Borges; Fernando Mainardi Fan; Pedro Luiz Borges Chaffe.
Descrição: Associar as saídas dos modelos de clima com os modelos hidrológicos é uma tarefa ainda bastante desafiadora, principalmente na escala necessária para as tomadas de decisões. As técnicas variam desde a simples aplicação de correção de viés e downscaling (“top-down”), até métodos de sensibilidade hidrológica (“bottom-up”) e o acoplamento online de ambos tipos de modelos. A estratégia para uma integração efetiva deve ser fundamentada na demanda dos usuários finais. Apesar da variedade de métodos e aplicações, os provedores de informação de impacto climático enfrentam frequentemente uma série de desafios metodológicos comuns. Tal fato abre a oportunidade para estreitar a relação entre climatologistas, hidrólogos e tomadores de decisões.
Essa seção tem como objetivo elucidar e debater métodos de inclusão de informações climáticas no contexto dos estudos de impacto hidrológico e medidas de adaptação. Isso inclui: i) a destilação de informações climáticas e sua relação com demandas hidrológicas; ii) a aplicação e validação de técnicas de downscaling (estatístico e dinâmico) e correção de viés; iii) a análise de sensibilidade dos modelos hidrológicos às variáveis hidro-meteorológicas; e iv) quantificação e atribuição de incertezas e sua relação com as escalas espaciais e temporais.
Ainda, o emergente campo de Serviços Climáticos visa estabelecer uma interface entre provedores e usuários afim de produzir informações climáticas customizadas. Trabalhos sobre Serviços Climáticos no âmbito dos recursos hídricos são bem-vindos nessa seção. O objetivo geral é reforçar o intercâmbio científico entre as diferentes comunidades e promover o esforço conjunto para melhorar as técnicas de avaliação de impacto nos recursos hídricos no contexto da adaptação às mudanças climáticas.

Sessão Técnica Especial: Desastres
Organizadores: Gean Paulo Michel e Masato Kobiyama
Descrição: O número de desastres naturais e tecnológicos vem crescendo significativamente, bem como seus prejuízos, tanto de ordem econômica como sócio-ambiental. Desastres de natureza hidrológica, tais como inundações e movimentos de massa úmida, seguido pelos meteorológicos, tais como os vendavais e as tempestades tropicais afetam um número expressivo de pessoas, segundo dados do Atlas e dos Anuários Brasileiro de Desastres Naturais.
Visando aprofundar conhecimentos na interface entre desastres e recursos hídricos, a ABRHidro criou, em 2017, a Comissão Técnica de Desastres (CTD), que em seu primeiro ano de atividades promoveu em 2018 o I Encontro Nacional de Desastres (END). Esta seção da continuidade as discussões promovidas pela CTD.
São esperados trabalhos que demonstrem abordagens e avanços na descrição, monitoramento, modelagem, análise de risco, previsão e sistemas de alerta para os diversos tipos de desastres e seus processos desencadeadores.
Trabalhos relacionados, mas não restritos, aos seguintes tópicos são bem-vindos:
- Descrição e monitoramento de processos desencadeadores de desastres e incertezas associadas;
- Uso de sensoriamento remoto para avaliação de cenários e levantamento de dados relacionados a desastres;
- Modelagem de processos desencadeadores de desastres em regiões com escassez de dados;
- Técnicas de mapeamento de risco de desastres e avaliação de danos;
- Relação entre ocorrência de desastres e mudanças climáticas;
- Monitoramento e modelagem de rompimento de barragens de água e de rejeitos de mineração;
- Procedimentos e exemplos de implementação de sistemas de alerta;
- Proposição de medidas estruturais e não-estruturais para redução de desastres.

Sessão Técnica Especial: Operação de reservatórios e sistemas de reservatórios
Organizadores: Walter Collischonn e Anderson Araújo
Descrição: Os sistemas hídricos são cada vez mais controlados por reservatórios, e canais de transposição. A operação destes sistemas representa um desafio de crescente complexidade, a medida que se intensificam os conflitos pelo uso da água, e se multiplicam as restrições à operação, em função da maior ocupação humana no entorno de rios e reservatórios.
Ao mesmo tempo, esta crescente complexidade ocorre num contexto de desenvolvimento de novas técnicas de monitoramento e controle e de novas metodologias de previsão de vazões afluentes e de demandas, em curto e longo prazo.
Assim, esta sessão será uma oportunidade para reunir cientistas, hidrólogos, meteorologistas, e demais profissionais interessados em compartilhar conhecimentos atuais e pesquisas sobre a operação de reservatórios e sistemas de reservatórios. As contribuições abrangem, mas não estão restritas, aos seguintes tópicos:

Sessão Técnica Especial: Ensino em Recursos Hídricos no Brasil
Organizadores: Masato Kobiyama; Fernando Mainardi Fan; Pedro Luiz Borges Chaffe.
Descrição: Todas as pessoas que trabalham em empresas ou em Universidades mais cedo ou mais tarde serão confrontadas com o ensino ou a supervisão de “novos” profissionais na área de recursos hídricos.
Às vezes parece que cada profissional responsável tem que inventar a roda novamente para encontrar uma maneira eficiente e atraente de explicar os processos hidrológicos e hidráulicos, sem conhecer muitas experiências didáticas de sucesso ou insucesso já aplicadas. Ou não são conhecidos os perfis dos profissionais formados nas Universidades que são disponibilizados para as empresas (por exemplo: quais são as competências de um técnico em Hidrologia? Qual é o foco dos currículos de Engenharia Hídrica?).
Esta sessão será uma oportunidade para reunir professores, profissionais da área de Recursos Hídricos, alunos de cursos de diferentes níveis, e demais interessados em debater o tema de ensino de Recursos Hídricos no Brasil.
Esta sessão busca reunir trabalhos relacionados com experiências de ensino de Recursos Hídricos no Brasil em todos os níveis: nível básico e médio (ensino nas Escolas), nível pós-médio (Cursos Técnicos em Hidrologia e afins), nível superior (Cursos de superiores de Engenharia Ambiental, Civil, Hídrica Sanitária, e afins), e nível de pós-graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado). A sessão busca trabalhos que envolvam tanto aspectos metodológicos gerais quanto estudos de casos.
O objetivo final da sessão é ser um espaço onde serão debatidos e talvez traçados os caminhos para o futuro do ensino de Recursos Hídricos em Escolas e Universidades no Brasil, visando aprimorá-lo constantemente e compatibilizá-lo com as necessidades do seu tempo.

Sessão Técnica Especial: NEXUS Água-Alimento-Energia: novas perspectivas e abordagens na hidrologia
Organizadores: Paulo Tarso Sanches de Oliveira; Antonio A. Meira Neto; Dulce Buchala Bicca Rodrigues; Davi de Carvalho Diniz Melo; Murilo Cesar Lucas

Descrição: Considerando que até 2050 a população mundial deva atingir mais de 9 Bilhões espera-se que a produção global de alimentos aumente em 70%, sendo boa parte dessa produção projetada para ocorrer em áreas brasileiras. De acordo com os dados do Ministério da Agricultura na última safra o agronegócio (agricultura e pecuária) representou 23% PIB do Brasil. Para produção de mais alimentos será necessário uso de mais água e energia, que estão intrinsicamente ligadas com os serviços ecossistêmicos. Essa ligação é conhecida como NEXUS. Neste cenário ainda existe a incerteza dos efeitos das mudanças climáticas e de uso e cobertura do solo sob os processos hidrológicos. Assim, conciliar o uso eficiente desta conexão é um dos grandes desafios a serem superados no Brasil. Tendo isso em mente, nós convidamos contribuições originais com foco nas seguintes áreas relacionadas ao NEXUS Água-Alimento-Energia: (1) impactos, adaptações e proposições sobre os efeitos das mudanças climáticas e de uso e cobertura do solo nos fluxos hidrológicos; (2) formas inovadoras de caracterizar e estimar fluxos hidrológicos em múltiplas escalas; e, (3): como entender processos hidrológicos considerando coevolução a fim de identificar as bacias mais vulneráveis e resilientes, a partir de mudanças globais ou regionais.

Sessão Técnica Especial: O Presente e o Futuro da Hidreletricidade no Brasil
Organizador: Daniel Henrique Marco Detzel
Descrição: Historicamente o Sistema Elétrico Brasileiro foi concebido para operar com base essencialmente em hidrelétricas com reservatórios de acumulação. No entanto, a expansão dessa fonte vem observando considerável redução, tendo em vista condicionantes relacionadas principalmente à escassez de locais viáveis para a construção de novos empreendimentos. Ainda assim, no cenário atual a geração hidrelétrica responde por mais de 60% da produção de energia elétrica no sistema. Essa dependência ficou evidente nos últimos anos com a forte crise hídrica vivenciada em grande parte do Brasil. Mesmo com a existência de complementariedade hidrológica e interligação elétrica entre bacias, não foi possível evitar déficits na geração hídrica prevista, o que trouxe prejuízos tanto aos geradores quanto aos consumidores. Em outra esfera, diversas regiões brasileiras apresentam tendências de aumento progressivo nas vazões naturais afluentes dos seus rios, como resultado da não estacionariedade estatística das séries hidrológicas.
Os assuntos supramencionados apontam para questões importantes e que têm o SBRH como excelente espaço para discussões. Trabalhos relacionados, mas não restritos, aos seguintes tópicos são bem-vindos:

Entende-se, portanto, que uma discussão que integre as óticas de presente e de futuro da hidreletricidade seja de grande valia para o Setor Elétrico Brasileiro, bem como para a Engenharia Hidrológica como um todo.

Sessão Técnica Especial: Mecânica dos Fluidos Ambiental: Monitoramento e Modelagem em Reservatórios e Ambientes Costeiros, Hidráulica Ambiental e Limnologia Física
Organizadores: Michael Mannich, Tobias Bleninger, José Rodolfo Scarati Martins
Descrição: A água conecta a litosfera, a atmosfera e a biosfera, em ambientes aquáticos doces ou salobros, reúne fenômenos físicos, químicos e biológicos, nas escalas microscópica e macroscópica, todos de forma indissociada. Esta sessão almeja conectar pesquisas que envolvem monitoramento e modelagem de ambientes aquáticos sob uma perspectiva quantitativa que explorem como aspectos físicos interagem e dominam a dinâmica de um sistema que se expressa em medidas químicas e biológicas.
Esta sessão busca contribuições que abrangem, mas que não estejam restritas, aos seguintes questionamentos:

Sessão Técnica Especial: Instrumentos Econômicos de Gestão: Da teoria à prática

Organizadores: Guilherme F. Marques, Rosa Formiga Johnsson, Conceição de Maria Alves e Jaildo Ribeiro

Descrição: Embora a água tenha o seu valor econômico reconhecido por lei e percebido no dia-a-dia dos usuários, ainda restam várias lacunas para que os nossos instrumentos econômicos (cobranças, pagamentos por serviços ambientais, dentre outros) consigam de fato sinalizar a escassez aos usuários e contribuir para seu uso racional e sustentável. As decisões tomadas para o enfrentamento das crises hídricas recentes nos mostram que ainda não vencemos o paradigma da gestão da oferta e ainda desconhecemos os custos da escassez da água.

Por outro lado, o histórico de aplicação desses instrumentos e experiências no Brasil (de modo formal e informal) é muito rico em aprendizado, que precisa ser melhor difundido e debatido para inspirar o aperfeiçoamento e até a criação de novos instrumentos econômicos. Essa seção técnica tem o objetivo de reunir trabalhos mostrando abordagens teóricas, exemplos de aplicação e discussão de resultados e aprendizados sobre instrumentos econômicos de gestão. Com isso, esperamos reunir pesquisadores, técnicos, cientistas e estudantes para que, a partir de experiências, aprendizado e novos métodos e técnicas, possamos explorar novos caminhos e modelos para tornar os instrumentos econômicos de gestão mais efetivos.

Exemplos de contribuições esperadas para essa seção:

- Propostas de modelos de cobrança pelo uso da água e outros instrumentos econômicos de gestão;
- Relatos e experiências com a aplicação da cobrança e outros instrumentos econômicos de gestão;
- Estudos envolvendo modelagem hidro-econômica, seus resultados e aplicações na gestão;
- Análises econômica e financeira de investimentos em infraestrutura hídrica
- Abordagens para identificação e distribuição de custos e benefícios em sistemas hídricos;
- Quantificação de risco e confiabilidade em sistemas hídricos;
- Abordagens e exemplos de estudos e casos práticos de determinação do valor econômico da água e dos recursos naturais.